O Ministério da Saúde enviou um ofício à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para iniciar a avaliação de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido foi feito nesta quinta-feira (24) e envolve canetas com semaglutida e liraglutida.
A análise da Conitec ainda não significa que os produtos serão oferecidos na rede pública. Depois que o parecer for publicado, será aberta uma consulta pública. Só então o Ministério da Saúde poderá decidir sobre a incorporação ao SUS.
Quais medicamentos serão avaliados
Os princípios ativos analisados não têm mais registro de patente ativo e já possuem versões genéricas e produzidas no Brasil, de acordo com o ministro Alexandre Padilha. Os medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, relacionado ao controle do açúcar no sangue e à sensação de saciedade.
Por essa ação, os remédios são indicados para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. O pedido do ministério prevê o uso para pacientes com obesidade.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da obesidade no Brasil subiu de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024. A pasta relaciona o cenário à necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, além de impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.
Na última quinta-feira (17), durante uma agenda de campanha para reeleição em Montes Claros (MG), o presidente Lula afirmou que as canetas seriam distribuídas gratuitamente a pacientes com obesidade. Na ocasião, ele não informou quando a medida começaria.
O Ministério da Saúde também citou a primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento prolongado da obesidade, publicada no final de 2025.
Segundo a pasta, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no País, sendo 14 delas em 2026. Novos registros ainda são esperados. Em nota oficial, o ministério afirmou que a concorrência reduziu em 70% os preços dos produtos no Brasil em menos de um ano.







