São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Conitec vai avaliar remédios com semaglutida e liraglutida para o SUS

Pedido do Ministério da Saúde inicia processo que pode levar à oferta de canetas para pacientes com obesidade na rede pública.

Conitec vai avaliar remédios com semaglutida e liraglutida para o SUS
Foto: Ozempic e Mounjaro Divulgação

O Ministério da Saúde enviou um ofício à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) para iniciar a avaliação de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido foi feito nesta quinta-feira (24) e envolve canetas com semaglutida e liraglutida.

A análise da Conitec ainda não significa que os produtos serão oferecidos na rede pública. Depois que o parecer for publicado, será aberta uma consulta pública. Só então o Ministério da Saúde poderá decidir sobre a incorporação ao SUS.

Quais medicamentos serão avaliados

Os princípios ativos analisados não têm mais registro de patente ativo e já possuem versões genéricas e produzidas no Brasil, de acordo com o ministro Alexandre Padilha. Os medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, relacionado ao controle do açúcar no sangue e à sensação de saciedade.

Por essa ação, os remédios são indicados para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. O pedido do ministério prevê o uso para pacientes com obesidade.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da obesidade no Brasil subiu de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024. A pasta relaciona o cenário à necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, além de impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.

Na última quinta-feira (17), durante uma agenda de campanha para reeleição em Montes Claros (MG), o presidente Lula afirmou que as canetas seriam distribuídas gratuitamente a pacientes com obesidade. Na ocasião, ele não informou quando a medida começaria.

O Ministério da Saúde também citou a primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento prolongado da obesidade, publicada no final de 2025.

Segundo a pasta, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no País, sendo 14 delas em 2026. Novos registros ainda são esperados. Em nota oficial, o ministério afirmou que a concorrência reduziu em 70% os preços dos produtos no Brasil em menos de um ano.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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