São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

PF indicia fundador da Reag e outras 12 pessoas por crimes financeiros

João Carlos Mansur é acusado de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa em investigação sobre o setor de combustíveis.

PF indicia fundador da Reag e outras 12 pessoas por crimes financeiros
Foto: Mansur fechou recentemente acordo de delação premiada com a PGR Divulgação

A Polícia Federal indiciou João Carlos Mansur, fundador da Reag, e outras 12 pessoas por suspeitas de crimes financeiros ligados a um esquema de sonegação envolvendo postos de combustíveis associados ao empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e ao PCC.

Mansur foi acusado de gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Também foram indiciados gestores de empresas do mercado financeiro suspeitas de participação no caso, entre elas a Trustee Distribuidora e a BK Instituição de Pagamento. A defesa de Mansur não se manifestou.

Como os recursos teriam circulado

Na conclusão do relatório, apresentado na semana passada, a PF afirmou que valores obtidos com sonegação fiscal e outros crimes no setor de combustíveis teriam sido inseridos no Sistema Financeiro Nacional por meio de uma instituição de pagamento que mantinha contas bolsão sem identificação dos titulares.

Depois, os recursos teriam sido incorporados a uma estrutura de fundos de investimento encadeados em cascata e administrados por três distribuidoras de títulos e valores mobiliários. O grupo econômico citado no relatório é formado pela Aster Petróleo Ltda. e pela Copape Produtos de Petróleo Ltda.

Mansur também é suspeito de operar crimes financeiros para Daniel Vorcaro, do Banco Master. Recentemente, ele fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e entregou documentos relacionados aos fundos envolvidos nessas transações e em outras operações financeiras.

O acordo foi enviado no fim do mês passado ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Até agora, porém, não foi homologado. Sem a homologação, a delação ainda não tem validade jurídica como meio de prova.

O STF ainda avalia o andamento dos processos que estavam sob a relatoria de Mendonça e têm ligação com a Operação Compliance Zero. Por isso, a situação do acordo continua sem resolução.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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