SÃO PAULO — iFood e Rappi estão ampliando a atuação no varejo para além da entrega de comida. O iFood anunciou investimentos de R$ 24 bilhões no Brasil até março de 2027, enquanto a Rappi aposta em compras entregues rapidamente por meio do serviço Turbo.
O plano do iFood inclui restaurantes, novas categorias de varejo, tecnologia e serviços financeiros. Mais de R$ 2 bilhões serão destinados a tecnologia e inovação, incluindo inteligência artificial. A empresa informou que o pacote é 41% maior que o ciclo anterior e reúne diferentes áreas, sem concentrar todo o valor em entregas de supermercado e farmácia.
Crédito e benefícios entram no plano
O presidente-executivo do iFood, Diego Barreto, afirmou que R$ 5 bilhões serão destinados ao iFood Pago, principalmente para crédito. Outros R$ 1 bilhão irão para o negócio de benefícios.
Segundo Barreto, cerca de 30% do resultado da empresa já vem de atividades que não estão ligadas à entrega de comida. A expectativa é que essa participação chegue à metade em até dois anos. Mesmo com a diversificação, os restaurantes continuam entre os destinos dos investimentos.
Rappi aposta em entregas rápidas
A Rappi também está expandindo as compras feitas pelo aplicativo. Guillermo Formigoni, presidente da empresa no Brasil, afirmou que o serviço Turbo tem como proposta entregar os pedidos em dez minutos.
Para isso, a operação usa pequenos galpões de estoque, chamados de dark stores. A rede tinha 21 unidades na cidade de São Paulo e outras 19 em cidades como Recife, Fortaleza e Belo Horizonte. Os funcionários contam com cerca de dois minutos e meio para separar cada pedido, em uma etapa anterior à entrega ao consumidor.
Na Rappi, a prioridade dos investimentos está na experiência de compra e na tecnologia. Formigoni afirmou que oferecer crédito no Brasil estava fora dos planos para os 18 meses seguintes à entrevista.
As empresas, portanto, seguem caminhos diferentes. O iFood combina entregas, crédito e benefícios; a Rappi concentra a expansão em compras rápidas, experiência e tecnologia. As projeções apresentadas pelos executivos são metas e não comprovam, por si só, a rentabilidade das novas operações.








