São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Fazenda quer ampliar atuação da CVM na análise de fundos de investimento

Dario Durigan defendeu mais coordenação entre órgãos após operação que apura lavagem de dinheiro com uso de fintechs e fundos.

Fazenda quer ampliar atuação da CVM na análise de fundos de investimento

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu uma atuação maior da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na identificação de irregularidades no mercado de fundos de investimento. Ele também pediu mais coordenação entre os órgãos de inteligência financeira.

A declaração ocorreu nesta quinta-feira (24), durante uma coletiva no Ministério da Fazenda. Durigan afirmou que a Receita Federal já trabalha para identificar anomalias nos fundos brasileiros e que a colaboração da CVM precisa ser ampliada.

“O sistema financeiro que está capturado, ele não informa para as autoridades”, disse o ministro. Segundo ele, estruturas com personalidades jurídicas e fundos próprios podem ser usadas para esconder das autoridades informações sobre operações financeiras.

Durigan relatou que Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicou uma decisão que atribui ao Ministério da Fazenda a coordenação com a CVM para revisar regras do mercado de fundos.

O ministro também destacou a divisão de competências entre os órgãos. O Banco Central acompanha administradores de recursos e bancos, enquanto a CVM é responsável pela fiscalização dos fundos no país.

Operação Carbono Oculto

Mais cedo, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal realizaram a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação tem apoio da Polícia Federal.

As autoridades investigam uma estrutura de lavagem de dinheiro que teria sido usada para viabilizar a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. A suspeita envolve uma organização criminosa que teria ocultado o controle de uma usina sucroalcooleira.

Fintechs teriam sido usadas para movimentar recursos. Uma operação ligada à usina, estimada em R$ 370 milhões, foi identificada pelos investigadores. Conforme as autoridades, o dinheiro passou por uma estrutura criada para dar aparência de legitimidade à operação e dificultar a identificação dos beneficiários finais.

Entre os alvos estão executivos de um banco e de empresas, incluindo a Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro. Ele tem ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso por suspeitas de fraudes no sistema financeiro.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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