O Banco Central vendeu todos os 50 mil contratos de swap cambial oferecidos no leilão desta sexta-feira (18). A operação movimentou US$ 2,50 bilhões e substituiu posições com vencimento em 1º de outubro de 2026 por contratos com prazos posteriores.
A maior parte ficou para 4 de janeiro de 2027: foram 38 mil contratos, equivalentes a US$ 1,90 bilhão. O BC aceitou cinco propostas nesse lote, com taxa de corte de 5,5700.
Os 12 mil contratos restantes, no valor de US$ 600 milhões, vencem em 1º de dezembro de 2026. Nesse grupo, três propostas foram aceitas, com taxa de corte de 5,3550.
Posições que vencem em outubro
A operação faz parte da rolagem dos swaps com vencimento em 1º de outubro. Em 26 de agosto, o Banco Central havia anunciado leilões para renovar esses contratos.
Na quinta-feira (17), a posição da autoridade monetária incluía 730 mil contratos com vencimento em 1º de outubro, equivalentes a US$ 36,5 bilhões em valor nocional. Somando todos os prazos, o estoque era de 1,805 milhão de contratos, ou US$ 90,25 bilhões.
O swap cambial tradicional é um contrato derivativo usado pelo Banco Central para ajudar o mercado de câmbio a funcionar regularmente e dar proteção a agentes econômicos contra variações da moeda. Nesse acordo, a autoridade monetária assume uma posição passiva ligada à variação cambial e uma posição ativa relacionada à taxa Selic.
Nos leilões de rolagem, posições perto do vencimento são trocadas por contratos que terminam mais adiante. Nesta operação, os US$ 2,50 bilhões ligados ao vencimento de outubro foram divididos entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.






