São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

ApexBrasil oferece até US$ 8 mil para exportadoras buscarem novos mercados

Programa permite escolher feiras no Canadá, México, América Central, Caribe e Bahamas entre setembro de 2026 e agosto de 2027.

ApexBrasil oferece até US$ 8 mil para exportadoras buscarem novos mercados

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) vai apoiar empresas brasileiras afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos na busca por compradores em outros mercados. Cada empresa selecionada poderá receber até US$ 8 mil para custear um estande básico em feiras internacionais no Canadá, México, América Central, Caribe e Bahamas.

A iniciativa se chama Programa Mais Feiras América do Norte e Central e integra o Plano de Diversificação de Exportações da ApexBrasil. A proposta é abrir novos destinos para produtos brasileiros atingidos pelas medidas tarifárias estadunidenses.

Empresas poderão escolher os eventos

As companhias não ficarão limitadas a uma relação fechada de feiras. Cada participante poderá indicar o evento internacional que considerar mais adequado, desde que ele esteja dentro da região atendida pelo programa e tenha relação com o setor e os produtos vendidos pela empresa.

A lista divulgada pela ApexBrasil será usada como referência. Com isso, as exportadoras poderão procurar eventos alinhados à própria estratégia de internacionalização, à busca por compradores e à criação de novos canais comerciais.

“É uma resposta muito prática ao atual cenário, mas também uma oportunidade de acelerar a diversificação das exportações brasileiras”, afirmou Igor Brandão, chefe do Escritório da ApexBrasil para América do Norte e Central.

O apoio poderá ser usado em mais de uma feira. Entre setembro de 2026 e agosto de 2027, a empresa poderá dividir o valor entre diferentes eventos, desde que o total não passe de US$ 8 mil.

A ApexBrasil vai pagar um estande básico, incluindo a montagem quando ela for aplicável. O espaço terá a metragem mínima oferecida pela organização da feira, normalmente entre 7 m² e 12 m². Empresas que comprovarem que seus produtos estão entre os atingidos pelas tarifas dos Estados Unidos não pagarão a taxa de participação no programa.

Quem pode participar

O benefício é voltado a empresas brasileiras que tenham exportado para os Estados Unidos, em 2025 e/ou 2026, pelo menos um produto afetado pelas novas tarifas. Também será necessário demonstrar potencial para vender nos mercados incluídos na iniciativa.

A ApexBrasil vai considerar ainda a capacidade produtiva e comercial para atender novas demandas e a estratégia de diversificação da empresa. A agência poderá dar prioridade aos produtos e negócios mais afetados pelas medidas norte-americanas. Entre os critérios estão o aumento da tarifa, a importância do mercado dos Estados Unidos nas exportações da companhia e a possibilidade de entrada nos países contemplados.

Para disputar o apoio, a empresa deverá preencher o formulário de inscrição da ApexBrasil e depois assinar o Termo de Adesão. Após a aprovação e a confirmação da participação pela organização da feira escolhida, a agência fará o custeio do estande básico dentro do limite do programa.

Medidas para diversificar exportações

O programa faz parte de uma estratégia da ApexBrasil para ampliar os destinos das vendas externas de empresas afetadas pelas barreiras comerciais dos Estados Unidos. O plano também prevê condições especiais, como isenção de taxas, processos simplificados e outras formas de apoio à promoção comercial.

Um levantamento divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em julho apontou que as medidas tarifárias norte-americanas alcançavam, de forma combinada, 23,1% das exportações brasileiras. Outros 52,7% permaneciam sem tarifas adicionais setoriais ou específicas contra o Brasil.

Com as feiras, a ApexBrasil pretende aproximar empresas brasileiras de potenciais compradores em países que possam funcionar como destinos alternativos ou complementares aos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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