A Amazon bloqueou o Muse, agente de inteligência artificial da Meta, em sua plataforma de compras. A empresa afirma que a ferramenta acessou o site sem notificação prévia e poderia obter dados de clientes, além de violar os termos de uso.
Usuários começaram a receber pop-ups com alertas sobre a restrição desde domingo à noite. A Amazon veta ferramentas de automação de outras empresas em seu site.
O Muse foi lançado duas semanas atrás e pode automatizar tarefas como compras online e envio de e-mails. Por enquanto, o agente está disponível apenas nos EUA e no Canadá.
A Amazon também já bloqueou agentes de IA do ChatGPT, da OpenAI, e do Gemini, do Google. No ano passado, a empresa processou a Perplexity porque, segundo a Amazon, a companhia teria ocultado seus agentes depois de ser exigida a remoção deles da plataforma de compras.
Disputa entre agentes de IA
A Amazon tem uma ferramenta própria, chamada Buy for Me. Enquanto isso, a Meta anunciou uma parceria com a Shopify. Com o acordo, o Muse poderá pesquisar nas lojas da plataforma de comércio eletrônico e será integrado ao Shop Pay, ferramenta voltada para acelerar o checkout.
“Os compradores poderão encontrar mais coisas, e as lojas, vender mais”, afirmou Mark Zuckerberg em uma publicação no X. Ele também disse que outras parcerias serão anunciadas em breve.
O Muse pode ser baixado e usado de graça. Para quem quiser um uso mais intenso ou tarefas que exigem mais tokens, há duas opções pagas: uma de US$ 20 por mês, com limite de 500 milhões de tokens por semana, e outra de US$ 100, com 3 bilhões de tokens semanais.
A Meta tem 3,6 bilhões de usuários ativos. Um analista da Evercore estima que, se 1% dessa base pagar US$ 20 por mês pelo serviço, a receita adicional da empresa com o Muse chegaria a quase US$ 9 bilhões por ano. A Meta faturou US$ 60 bilhões no último trimestre.
As notícias sobre a procura pelo Muse também movimentaram as ações da Meta. O papel subiu 11,4% no dia em que o agente chegou ao topo dos downloads da App Store. Na manhã seguinte, abriu em ligeira alta. A empresa acumula alta de 14% no ano e vale US$ 1,9 trilhão na Bolsa.








