São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Viagem de Flávio Bolsonaro com investigados pelo INSS repercute no Paraná

Grupo da viagem à África do Sul incluía pessoas investigadas por descontos indevidos em benefícios do INSS.

Revista piauí diz que Flávio Bolsonaro viajou para safári com envolvido em fraude no INSS; assunto respinga na campanha do Paraná

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, viajou para a África do Sul em 2025 para um safári com pessoas que depois passaram a ser investigadas por suspeitas de fraude em descontos de aposentados e pensionistas do INSS. A informação passou a ser usada por adversários de Sergio Moro na campanha eleitoral do Paraná.

A viagem teria sido organizada em um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”. A Polícia Federal identificou o grupo a partir do celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apreendido na Operação Sem Desconto. Também participavam o próprio Flávio e o advogado Willer Tomaz.

Weverton Rocha e Willer Tomaz aparecem nas investigações sobre descontos não autorizados em benefícios do INSS. Tomaz foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na operação.

Outras conexões citadas

O empresário Carlos Alberto de Sá, sócio da VTCLog, também teria participado da viagem. Em 2021, a CPI da Covid pediu seu indiciamento por suspeitas de irregularidades em contratos da empresa com o Ministério da Saúde. Entre os pontos citados estavam saques de R$4,7 milhões em dinheiro vivo e o pagamento de despesas pessoais de um diretor da pasta.

Outra relação envolve a Bravo Grafeno, empresa da qual Flávio é sócio. O negócio está registrado no mesmo endereço de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado nas investigações como um dos operadores do esquema. A ligação foi apresentada à Procuradoria-Geral da República em uma representação que pede apuração.

Também foi lembrado que Flávio usou, durante a campanha eleitoral, um apartamento pertencente a uma empresa de Willer Tomaz. O advogado foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto e aparece nas investigações da Polícia Federal.

Repercussão na campanha de Moro

Prints sobre o caso começaram a circular em grupos de WhatsApp no sábado (19). As mensagens lembravam que, em julho de 2019, o Procon-SP levou ao Ministério da Justiça reclamações sobre descontos não autorizados em benefícios de aposentados.

Na época, uma reunião sobre o tema contou com Sergio Moro, então ministro da Justiça, o secretário Nacional do Consumidor e o presidente do INSS. Documento do Procon registra que o órgão já havia contabilizado mais de 16 mil atendimentos relacionados a descontos indevidos desde 2017.

Os descontos continuaram nos anos seguintes e cresceram até o esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas revelado pela Operação Sem Desconto.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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