Guilherme do Nascimento Pinto afirmou em depoimento que recebeu de um integrante da quadrilha a ordem para acelerar o carro contra o turista mexicano Carlos Hernandez Ortiz. O atropelamento ocorreu na madrugada de terça-feira, na Pedra do Sal, região central do Rio de Janeiro, depois de um furto.
Segundo o suspeito, a ordem foi cumprida e Ortiz caiu no chão. Imagens registraram o momento em que o turista foi atingido pelo veículo em fuga. Antes disso, ele havia saltado sobre o capô do carro, que arrancou levando-o por alguns instantes.
Como o grupo agia
De acordo com as investigações, Guilherme buscou outros dois integrantes do grupo e os levou até a Pedra do Sal. Por volta das 2h, os três deixaram o veículo e abordaram três vítimas.
O suspeito contou aos policiais que a quadrilha se aproximava das pessoas de maneira aparentemente amistosa. Os criminosos abraçavam as vítimas e simulavam uma abordagem amigável para, depois, pegar seus pertences. Um vídeo mostra o grupo se aproximando de Ortiz e de outras pessoas.
Após o furto, os envolvidos entraram no carro. Ortiz ficou sobre o capô e caiu quando o veículo arrancou. Na sequência, as duas pessoas que estavam com ele cercaram o turista.
Guilherme foi preso por agentes da Polícia Federal por volta das 5h e autuado em flagrante na Delegacia de Homicídios da Capital. Ele não ofereceu resistência. Os outros criminosos fugiram a pé, e as diligências continuam para localizá-los e prendê-los.
O suspeito confessou participação no crime e disse já ter participado de cerca de cinco ações semelhantes. Segundo ele, recebia R$ 500 por ação, enquanto o grupo chegava a furtar em torno de dez celulares por dia. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.








