São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

SUS leva atendimento especializado a indígenas Yanomami em Roraima

Expedição começa nesta quarta-feira (23) e prevê 750 procedimentos no Polo Base Surucucu até o próximo dia 30.

SUS leva atendimento especializado a indígenas Yanomami em Roraima

O Ministério da Saúde começa nesta quarta-feira (23) uma expedição de atendimento especializado no território Yanomami, em Roraima. A ação será realizada até o próximo dia 30, principalmente no Polo Base Surucucu, localizado no município de Alto Alegre (RR).

A previsão é oferecer 750 procedimentos, entre consultas de pediatria, clínica médica e saúde da mulher, exames laboratoriais e ultrassonografias. Os atendimentos ocorrerão no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em comunidades atendidas pelo polo.

Quem será atendido

A prioridade inclui crianças que tiveram problemas respiratórios, infecções repetidas ou desnutrição. Também estão na lista gestantes, mulheres em idade reprodutiva, pessoas com doenças crônicas, pacientes com problemas respiratórios e indígenas com malária, especialmente quando houver complicações, repetição da doença ou necessidade de exames e avaliação adicionais.

A expedição ainda receberá pacientes que esperam acompanhamento especializado, encaminhamento ou remoção. A iniciativa pretende ampliar a capacidade de atendimento no próprio território e favorecer a continuidade do cuidado com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena.

“Reduzir remoções evitáveis e fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde indígena”, informou o Ministério da Saúde.

Atendimento em área de difícil deslocamento

O Polo Base Surucucu faz parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana. A área reúne aproximadamente 2.544 indígenas distribuídos em 33 comunidades, em sua maioria do povo Yanomami.

Segundo o ministério, as características da região dificultam o atendimento. As comunidades ficam espalhadas em áreas serranas e com forte isolamento geográfico. O transporte é feito por via aérea, principalmente de helicóptero, o que afeta o deslocamento das equipes, a entrega de insumos, as remoções sanitárias e a continuidade da assistência.

A ação também deve contribuir para investigar casos complexos, evitar o agravamento de problemas identificados tardiamente e melhorar a troca de informações entre os níveis de atendimento. Isso inclui o encaminhamento para serviços especializados e o retorno das informações às equipes locais.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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