São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Sindicato de policiais civis pede voto contra continuidade de Tarcísio

Valdir Fernandes criticou salários e condições de trabalho e orientou policiais civis, militares e penais sobre a eleição para governador.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes e Região, Valdir Fernandes, publicou um vídeo em que critica a gestão de Tarcísio de Freitas e pede que policiais civis, militares e penais não votem pela continuidade do governador no cargo.

Fernandes afirma que os profissionais da segurança pública terão papel importante na escolha do próximo governador de São Paulo. No vídeo, ele diz que Tarcísio prometeu melhores salários e condições de trabalho durante a campanha que o levou ao governo, mas avalia que as promessas não foram cumpridas.

“Não cumpriu nem uma e nem outra”, declarou o dirigente sindical.

Críticas a salários e estrutura

O presidente do sindicato também relata problemas nas unidades da Polícia Civil e na frota usada pelos agentes. Segundo ele, há delegacias em más condições e viaturas sucateadas.

Fernandes questiona ainda a posição dos policiais civis paulistas na evolução salarial em comparação com outras carreiras policiais do país. No vídeo, ele menciona uma colocação entre o vigésimo primeiro e o vigésimo terceiro lugar, mas não apresenta a fonte nem a metodologia usada para chegar a esses números.

Na avaliação do dirigente, não há perspectiva de melhoria salarial caso Tarcísio seja eleito. Por isso, ele transforma a crítica às condições de trabalho e à remuneração em um apelo eleitoral dirigido à chamada família policial.

“Eu peço a toda a família policial: não jogue o seu voto fora.”

Divergência sobre reajustes

A manifestação ocorre em meio a críticas de entidades policiais ao governo. Em fevereiro de 2026, sindicatos de diferentes carreiras da segurança pública participaram de um protesto em São Paulo contra a política salarial do Executivo. Durante o ato, houve gritos de “fora, Tarcísio” e “governador mentiroso”.

O Palácio dos Bandeirantes divulga que policiais civis e militares acumularam 45,2% de reajuste entre 2022 e 2025. Entidades representativas contestam esse cálculo e afirmam que o percentual inclui o reajuste de 20% concedido em 2022, durante a gestão do então governador João Doria.

O reajuste foi anunciado antes de Tarcísio assumir o governo de São Paulo. A forma de contabilizar a evolução salarial é um dos pontos de divergência entre o Executivo e os sindicatos.

No vídeo, Fernandes direciona sua orientação aos policiais civis, militares e penais, embora presida uma entidade voltada aos policiais civis da região de Mogi das Cruzes. A manifestação expressa a posição pessoal do dirigente sindical sobre a disputa pelo governo paulista.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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