O piloto indiano Smit Machchhar afirmou nesta sexta-feira (2) ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que abriu a porta da cabine para permitir a entrada dos passageiros durante um confronto a bordo de um voo entre Dubai e Tel Aviv. Ferido, ele disse que agiu para evitar a queda da aeronave.
"Eu estava tentando salvar a minha própria vida, mas sabia que não podia deixar que todas aquelas pessoas morressem", declarou Machchhar durante uma ligação feita de seu leito de hospital. Modi divulgou a conversa em um vídeo publicado nas redes sociais.
O avião era um Boeing 737 operado pela flydubai e levava 174 passageiros quando o confronto aconteceu, na quarta-feira (30). As circunstâncias do episódio ainda estão sob investigação. As acusações indicam que o copiloto teria atacado Machchhar, dando início à disputa pelo controle da aeronave.
Piloto relata momento de tensão
Machchhar contou que percebeu que o avião estava perdendo altitude enquanto estava ferido no chão. Com 17 anos de experiência na aviação, sendo 11 como comandante, ele afirmou que entendeu a gravidade da situação mesmo machucado.
"Eu tinha sofrido tantos ferimentos que caí. Naquele momento, eu conseguia sentir que o avião estava caindo. Eu sabia que aquela era a última tentativa, que a porta estava bem ali", disse.
Segundo o piloto, ele continuava sendo agredido quando conseguiu abrir a porta da cabine e deixar que os passageiros entrassem. Os passageiros ajudaram na ação para recuperar o controle da aeronave, que fez um pouso de emergência na Arábia Saudita.
Relatos dos passageiros indicaram que eles invadiram a cabine depois que o avião perdeu quase 5.200 metros de altitude em um minuto. Modi afirmou que a atuação de Machchhar contribuiu para salvar centenas de vidas e evitar uma grande tragédia. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também atribuiu ao piloto e aos passageiros o mérito por impedir uma catástrofe.








