A Omoda marcou para janeiro de 2027 a chegada ao Brasil do QQ, hatch elétrico que será vendido abaixo do SUV Omoda E5. Embora resgate o nome de um antigo subcompacto da Chery, o novo modelo terá dimensões maiores, tração traseira e motor de 123 cv.
O carro já foi visto em testes no Brasil. A proposta é disputar a faixa de elétricos formada por BYD Dolphin, Geely EX2, MG4 Urban e GAC Aion UT. O preço esperado fica na casa dos R$ 150.000, valor que coloca o QQ no mesmo espaço de mercado dos rivais.
Espaço de hatch maior
Produzido sobre a plataforma modular T12, o modelo tem 4,20 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura. O entre-eixos de 2,70 m é igual ao de um Toyota Corolla e supera a medida da geração anterior do QQ. A configuração indica maior aproveitamento interno, especialmente para os passageiros dos bancos traseiros.
O desenho traz carroceria arredondada, faróis retangulares com cantos suaves, capô curto e lanternas de formato semelhante. As maçanetas semi-embutidas ajudam a reduzir o arrasto lateral. Na parte traseira, há spoiler integrado ao teto e para-choque com seção inferior sem pintura.
Por dentro, a cabine segue uma proposta minimalista. A maior parte dos comandos fica concentrada em uma central multimídia de 15,6 polegadas. O conjunto inclui quadro de instrumentos digital, console central elevado e iluminação ambiente ajustável em diferentes tonalidades.
Motor traseiro e bateria LFP
O QQ usará tração traseira e suspensão traseira multilink. O motor entrega 123 cv, enquanto o raio de giro é de 5,2 m, medida que favorece manobras em espaços apertados.
A bateria de fosfato de ferro-lítio tem capacidade de 42,7 kWh. No ciclo chinês CLTC, a autonomia declarada é de 420 km. Pelos critérios do Inmetro, a estimativa para o mercado brasileiro fica entre 280 km e 300 km.
A carroceria reúne 82% de aço de alta resistência e 16% de aço conformado a quente nas colunas e zonas de impacto. A Omoda deverá estruturar sua rede de concessionárias antes de buscar volume de vendas. A chegada do hatch está prevista para janeiro de 2027, com a estratégia comercial dependendo de um preço competitivo na faixa dos R$ 150.000.







