São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Milton Leite se apresenta à polícia após operação em Sorocaba

Ex-vereador foi localizado na Dise de Mogi das Cruzes; investigação apura suspeita de infiltração do PCC no transporte público de São Paulo.

Milton Leite se apresenta à polícia após operação em Sorocaba

O ex-vereador Milton Leite se apresentou à polícia na tarde desta sexta-feira (18), na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, informou a Secretaria da Segurança Pública.

Ele era alvo de um mandado de prisão temporária expedido no âmbito da Operação Vectura Corrupta, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para investigar a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.

Busca em Sorocaba

Antes da apresentação, policiais civis e promotores estiveram em um imóvel de Leite em Sorocaba, no interior paulista. O político não foi encontrado, mas as autoridades localizaram uma passagem entre dois imóveis. Um deles pertence a Leite; o outro seria de um assessor.

Durante a ação, foram apreendidos cerca de R$ 280 mil e US$ 89 mil em espécie, guardados em uma mala. A origem do dinheiro não foi informada. A Polícia Militar apoiou o cumprimento das medidas.

O delegado Fabrício Intelizano, da Dise de Mogi das Cruzes, disse que a possibilidade de vazamento de informações será investigada. Dos 16 mandados de prisão temporária autorizados pela Justiça, dez haviam sido cumpridos. Outras cinco pessoas, entre elas Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente do Água Santa, continuavam foragidas.

Investigação

A operação realizada na quinta-feira (17) é ligada à Operação Dercúrio, iniciada em agosto de 2024 para investigar lavagem de dinheiro do tráfico de drogas atribuída ao PCC. Na apuração anterior, foram identificadas formas de comunicação entre integrantes da chamada Sintonia Restrita e da Sintonia dos Gravatas, além de planos para lançar membros da facção como candidatos nas eleições municipais.

A decisão judicial que autorizou a prisão afirma que Leite foi citado como responsável direto pela operação de empresas controladas pelo PCC. O desembargador Sergio Ribas também registrou declarações de policiais militares segundo as quais o ex-vereador seria o dono de fato da Transwolff.

A empresa de ônibus foi investigada na Operação Fim da Linha, do MP-SP, em 2024, por suspeita de ligação com lavagem de dinheiro relacionada ao PCC. O contrato com a Prefeitura de São Paulo foi cancelado. A Transwolff nega ligação com a facção, e sua defesa afirma que Leite nunca teve participação societária, não administrou a empresa nem deu ordens a funcionários.

Leite exerceu sete mandatos consecutivos de vereador e presidiu a Câmara Municipal por seis anos. Ele deixou o Legislativo ao fim de 2024, depois de 28 anos, mas continuou atuando na política.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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