São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Milton Leite vira alvo de investigação sobre transporte e crime organizado

Ex-presidente da Câmara de São Paulo é alvo de prisão temporária em operação que investiga empresas de ônibus e o poder público.

PCC ordenhou Leite, o prefeito paralelo de São Paulo
Foto: Lucas Bassi/Rede Câmara SP

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, tornou-se alvo de um mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, realizada pela Polícia Civil e pelo MP-SP. A investigação apura uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de ônibus e em estruturas do poder público.

De acordo com as apurações, 12 das 22 empresas de ônibus da cidade de São Paulo seriam operadas por laranjas ou interlocutores ligados ao crime organizado. A rede investigada teria usado a compra e a venda de frotas para lavar dinheiro do tráfico de drogas e financiar campanhas eleitorais de aliados.

Além de Leite, a operação busca prender Levi de Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Morgado (PL), candidato a deputado estadual. O Ministério Público, por meio do Gaeco, já havia apontado uma relação de Leite com a Transwolff, empresa acusada de lavar dinheiro para o PCC.

Trajetória política

Leite foi vereador por sete mandatos consecutivos e ocupou a presidência da Câmara Municipal de São Paulo em seis ocasiões. Durante a primeira gestão de Ricardo Nunes (MDB), participou de negociações da administração municipal e era considerado um dos políticos mais influentes da capital.

A influência fez com que seu nome fosse cogitado para a vaga de vice-prefeito na chapa de reeleição de Nunes em 2024. A possibilidade não avançou depois das suspeitas envolvendo a Transwolff.

A investigação também alcança a empresa A2. Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que Ricardo Nunes determinou a criação de um grupo com a Procuradoria-Geral do Município, a Controladoria-Geral do Município e órgãos ligados ao transporte. O grupo vai analisar a operação e avaliar uma intervenção na empresa.

A administração municipal afirmou que segue o mesmo procedimento adotado em 2024, quando houve intervenção na Transwolff e na UPBus. Segundo a prefeitura, o contrato foi encerrado e os órgãos municipais passaram a atuar com o Ministério Público e a Polícia Civil nas investigações. A gestão declarou ainda que não compactua com irregularidades e que continuará colaborando com as autoridades.

A Operação Vectura Corrupta ainda está em fase de investigação. Milton Leite não pode ser considerado culpado antes de uma decisão judicial definitiva, e sua defesa nega as acusações.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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