BRASÍLIA — Michelle Bolsonaro foi internada nesta terça-feira (12) no Hospital DF Star, em Brasília, após uma crise de enxaqueca refratária. A ex-primeira-dama e candidata ao Senado não tem previsão de alta, conforme boletim médico.
A condição é uma forma de enxaqueca em que as crises continuam incapacitantes mesmo com o uso de medicamentos. A dor pode impedir a pessoa de sair da cama ou de se movimentar sozinha.
Em agosto, Michelle já havia sido internada no mesmo hospital para passar por um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos. Na ocasião, o procedimento foi indicado pela “persistência do quadro de cefaleia”, expressão usada para descrever a continuidade da dor de cabeça.
Como a condição é caracterizada
Um artigo publicado na revista científica eBioMedicine, do grupo Lancet, descreve a enxaqueca refratária como a ocorrência de cerca de 8 dias mensais de dores de cabeça debilitantes, acompanhada de resposta inadequada, intolerância ou contraindicação a pelo menos 3 medicamentos recomendados. A definição também pode envolver a falta de resposta a todas as classes de remédios preventivos.
A dificuldade de controlar o quadro pode estar associada a ansiedade, insônia, estresse crônico, depressão ou apneia do sono. O tratamento combina diferentes medicamentos e medidas não farmacológicas, como a terapia comportamental incorporada à rotina.








