RECIFE — O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) promoveu uma ação de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos durante a campanha Setembro Verde. A atividade ocorreu na manhã desta quinta-feira (24), na Praça da Santa, dentro do complexo hospitalar, no bairro dos Coelhos, na área central da cidade.
O público recebeu informações sobre transplantes e participou de jogos interativos. Também foram oferecidas aferição de pressão arterial e medição de glicose.
Ana Karla Farias, coordenadora de enfermagem do setor de transplantes do Imip, explicou que uma única pessoa pode ajudar até oito pessoas por meio da doação. Ela também reforçou que quem deseja ser doador precisa conversar com os familiares e deixar clara essa vontade ainda em vida.
No Brasil, nenhum documento assinado ou procuração autoriza sozinho a doação de órgãos. Depois da morte, a decisão cabe à família. Por isso, a orientação apresentada na ação foi para que o desejo seja conhecido pelos parentes.
Relatos de transplantados
O casal Maria Luzia Moura e Renato Barboza participou da atividade. Naturais de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, os dois conhecem os efeitos da doação. Renato, que é aposentado, recebeu um transplante de rim há 7 anos.
Mônica Alves também passou por um transplante e atualmente aguarda um novo rim depois de sofrer dois infartos. Ela faz hemodiálise e está na fila para o segundo transplante.
“Um doador ajuda muita gente e faz outras famílias felizes”, afirmou Mônica, ao pedir que mais pessoas se sensibilizem com a doação.
O auxiliar de aeroporto Victor Guilherme participou dos jogos e recebeu orientações sobre como comunicar à família que deseja ser doador. Ele também aferiu a pressão e recebeu conselhos de saúde durante a manhã.
A ação teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre a doação e incentivar a conversa entre as pessoas e seus familiares sobre essa decisão.








