A Assembleia Geral da ONU terá nesta terça-feira (22) o último discurso de António Guterres como secretário-geral da organização. O português encerra em dezembro seu segundo mandato, de cinco anos, em meio às guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
Guterres deve fazer um balanço dos conflitos e abordar também a inteligência artificial. Nos últimos dias, ele pediu uma coordenação global diante de incidentes e alertas considerados preocupantes por líderes do setor.
Ao comentar a situação internacional, o secretário-geral afirmou que “as coisas pioram um pouco a cada dia”. Em outro momento, disse: “Não há nenhuma melhora em lugar algum” e declarou não ter “nenhum poder”.
Trump chega sob pressão
O discurso de Donald Trump ocorre enquanto o presidente dos Estados Unidos tenta se desvencilhar da guerra iniciada ao lado de Israel contra Teerã no final de fevereiro. O conflito apresenta sinais de escalada e afeta o fluxo de petróleo e gás, com repercussões na economia global.
Trump é um crítico da ONU e acusa a instituição de não conseguir resolver conflitos globais. No discurso feito na Assembleia Geral no ano passado, atacou as Nações Unidas por inação e afirmou ter encerrado sete guerras em apenas alguns meses.
Na ocasião, o republicano também criticou políticas de imigração de países europeus, negou as mudanças climáticas e chamou o tema de “a maior farsa” da história. Ele ainda reclamou da quebra de uma escada rolante na sede da ONU em Nova York, logo após sua chegada.
O presidente americano enfrenta ainda aumento da impopularidade antes das eleições de meio de mandato, associado em grande parte ao crescimento do custo de vida. Nesta terça-feira, Trump também tem uma reunião prevista com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, enquanto o conflito com a Rússia se intensifica.
Relação com o Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva será o primeiro a discursar e já informou que pedirá a Trump que não interfira nas eleições brasileiras. Lula busca a reeleição em outubro contra Flávio Bolsonaro, aliado do presidente americano. As pesquisas indicam uma disputa acirrada no segundo turno.








