São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Greve dos Correios chega ao fim, e trabalhadores voltam nesta sexta

Paralisação terminou após assembleias e decisão do TST, que definiu reajuste de 4,09% e compensação dos dias parados.

Greve dos Correios chega ao fim, e trabalhadores voltam nesta sexta

Os trabalhadores dos Correios encerraram a greve de 15 dias e retomam as atividades nesta sexta-feira (25). A decisão foi aprovada em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (24), depois do julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o dissídio coletivo da categoria.

A paralisação começou em 10 de setembro, após os funcionários rejeitarem uma proposta da empresa para o acordo coletivo. Por maioria, o TST decidiu na quinta-feira que o movimento não foi abusivo. Os Correios haviam pedido que a greve recebesse essa classificação e que as entidades representativas fossem multadas em R$ 100 mil, mas o tribunal não aceitou os pedidos.

A decisão judicial determinou a volta ao trabalho, fixou reajuste salarial de 4,09% e permitiu a compensação dos dias parados. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP) informou ainda que 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho foram mantidas.

Em São Paulo, o sindicato orientou os funcionários a retornarem aos postos a partir das 22h de quinta-feira. Com isso, as operações seguem normalmente nesta sexta-feira.

Compensação e plano de saúde

Os trabalhadores terão de repor os dias de paralisação, mas a forma de compensação das horas ainda não foi detalhada. O Sintect-SP aguarda a publicação do acórdão do TST para verificar as condições definidas no julgamento e a redação final das demais cláusulas do acordo.

O plano de saúde oferecido a funcionários, aposentados e dependentes foi o principal ponto de divergência nas negociações. As entidades sindicais queriam manter o formato atual, no qual os Correios são responsáveis pela manutenção do benefício. A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que uma mudança poderia elevar os gastos das famílias.

De acordo com a federação, os outros pontos da negociação haviam avançado, mas não houve acordo por causa do plano de saúde. O tema também foi analisado pelo TST. Até a última atualização, o acórdão completo ainda não tinha sido publicado, e os sindicatos aguardavam o documento para explicar como ficará o benefício e as demais regras definidas pelo tribunal.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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