São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Geleiras da Suíça perdem quase 20% do volume desde 2021

Derretimento chegou a 5,5% em 2026, segundo a Glamos, e foi o segundo maior já registrado no país.

Geleiras da Suíça perdem quase 20% do volume desde 2021

As geleiras do país perderam quase 20% do volume de gelo desde 2021, segundo relatório da rede Glacier Monitoring in Switzerland (Glamos). Em 2026, a redução foi de 5,5%, o segundo maior derretimento registrado na história do monitoramento suíço.

A perda ocorreu depois de um verão de calor recorde, precedido por um inverno com poucas nevascas. Os meses de junho, julho e agosto foram os mais quentes já registrados na Suíça desde o início das medições, em 1864, informou a Agência Federal de Meteorologia e Climatologia.

“Este ano, as geleiras perderam quantidades enormes de gelo”, afirmou Matthias Huss, diretor da Glamos. Ele classificou 2026 como “um ano catastrófico”.

Derretimento acelerado

Entre 2022 e 2026, a taxa de derretimento foi mais de duas vezes superior à observada em qualquer outro período de cinco anos monitorado anteriormente. O relatório também mostra que 10% do volume de gelo suíço desapareceu entre 1990 e 2000. Nos 10 anos mais recentes, a perda chegou a 27%.

A Glamos chegou aos resultados a partir de medições realizadas em setembro em 23 geleiras de referência. Os dados foram extrapolados para as quase 1.300 formações de gelo que ainda existem na Suíça.

Na geleira Scex Rouge, a quase 3.000 metros de altitude, Huss verificou o efeito do derretimento em uma haste de medição de alumínio de quatro metros. Instalada no fim de julho, ela estava completamente incrustada no gelo. Depois, mais de três metros passaram a ficar expostos acima da superfície.

“Provavelmente não haverá gelo dentro de 10 ou talvez 15 anos”, disse Huss sobre a geleira.

A camada de neve que protegia as geleiras desapareceu parcialmente durante as ondas de calor de junho e sumiu por completo em setembro, inclusive em altitudes elevadas, de acordo com a Glamos. A organização afirmou que as geleiras alpinas não têm chance de sobreviver a longo prazo nessas condições.

Em alguns pontos, a espessura média do gelo diminuiu entre 2,5 e 4 metros. Nas áreas mais expostas, as perdas chegaram a 10 metros durante o verão. Apesar das temperaturas mais altas, o resultado de 2026 não superou o recorde de 2022, porque muitas geleiras receberam mais neve antes do derretimento sazonal do que há quatro anos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5