São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Flávio articula adiamento da votação do fim da escala 6×1 no Senado

Após aprovação na CCJ, proposta deve ser analisada pelo plenário somente depois das eleições de 2026, segundo anúncio de Davi Alcolumbre.

Colunista do UOL aponta que Flávio aproveitou a crise no STF para barrar o fim da escala 6x1

A votação no Senado da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 deve ficar para depois das eleições de 2026. O adiamento foi anunciado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, após um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou que a análise poderia desequilibrar as eleições.

A PEC havia sido aprovada sem dificuldade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta (2). Avaliações feitas no governo federal e por senadores da base e da oposição apontam que Flávio e aliados conseguiram postergar a votação enquanto a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal dominava o noticiário.

Os episódios citados incluem os vazamentos sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e os questionamentos sobre a relatoria do ministro André Mendonça nos inquéritos relacionados aos escândalos do Banco Master e do INSS.

Disputa sobre a proposta

Defensores da PEC no governo avaliam que o adiamento pode dificultar a aprovação. Dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição, o que era considerado um incentivo para que parlamentares apoiassem a mudança. Na Câmara, 472 dos 513 deputados deram aval ao fim da escala 6×1. Entre os deputados do PL, apenas 11 dos 97 votaram contra a proposta em maio.

Pesquisas mencionadas no debate apontam que cerca de 70% da população apoia o fim da escala 6×1. O apoio aparece entre eleitores de diferentes correntes políticas, do lulismo ao bolsonarismo e entre independentes. A aprovação da PEC também é apresentada como uma aposta de Lula para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Colunista do UOL aponta que Flávio aproveitou a crise no STF para barrar o fim da escala 6x1

Antes de atuar pelo adiamento da votação, Flávio tentou aprovar uma proposta de remuneração por hora trabalhada. A alternativa manteria a escala 6×1 como teto e deixaria uma eventual redução da jornada e da escala para negociação entre patrão e empregado.

Como a PEC da Hora Trabalhada não avançou na CCJ, Flávio pediu a Alcolumbre que impedisse a votação da proposta principal antes das eleições. Em público, o senador evitou dizer diretamente que votaria contra o fim da escala 6×1 e afirmou que apoiaria “a favor da nossa proposta”, em referência à PEC da Hora Trabalhada.

“Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”, disse Flávio.

Na CCJ, o senador Rogério Marinho pediu vista durante a análise, mas a discussão foi retomada uma hora depois. Ele tentou incluir trechos da proposta alternativa na PEC do fim da escala 6×1, mas a sugestão foi rejeitada pelos demais senadores.

Marinho, que também coordena a campanha de Flávio, argumentou que reduzir a jornada sem diminuir salários aumentaria os custos. O relator Omar Aziz reagiu e questionou se os deputados do PL que votaram a favor da proposta na Câmara também seriam considerados incapazes.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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