São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Execução de Christa Pike é suspensa após duas injeções no Tennessee

Condenada à morte permaneceu viva após receber duas doses de pentobarbital e foi levada a um hospital próximo.

Execução de Christa Pike é suspensa após duas injeções no Tennessee

A execução de Christa Pike foi interrompida na quarta-feira (30), no Tennessee, depois que testemunhas perceberam que ela continuava respirando após receber duas injeções letais. A mulher, condenada à pena de morte, foi hospitalizada. O estado também suspendeu outra execução prevista para este ano.

Horas antes do procedimento, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia autorizado que a pena fosse aplicada, apesar da oposição das juízas Sonia Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Brown Jackson. Christa seria a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos.

A aplicação estava marcada para as 10h locais (12h de Brasília), na Instituição de Segurança Máxima Riverbend. Jornalistas e outras testemunhas acompanhavam o procedimento. Sete repórteres disseram, em uma transmissão ao vivo, que Christa, de 50 anos, cantava e se mexia em alguns momentos, reclamou de dor no braço depois da injeção e continuava viva e roncando antes de os agentes penitenciários retirarem o grupo da sala.

Também foi vista uma ambulância com as luzes acesas deixando o local, mas não ficou claro se ela transportava a condenada. John North, jornalista investigativo da WBIR, afirmou: “Quando saímos do prédio, até onde sabíamos, ela provavelmente ainda estava viva”.

Reação das autoridades e da defesa

O governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou a suspensão de outra execução e pediu uma revisão integral do caso por terceiros. As autoridades penitenciárias do estado não confirmaram publicamente o resultado do procedimento, que envolveu duas injeções de pentobarbital.

Os advogados de Christa disseram que as preocupações apresentadas por ela se confirmaram. Entre os problemas apontados estão a dificuldade de acesso às veias, o rompimento de veias, as condições do pentobarbital e a falta de atendimento médico de emergência disponível.

A equipe de defesa informou que Christa estava recebendo atendimento em um hospital próximo, mas não havia sido informada sobre o estado de saúde dela.

Condenação e pedidos para evitar a execução

Christa Pike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, cometido há três décadas, quando tinha 18 anos. Em 1995, Christa e o namorado espancaram e mataram a colega em um acampamento de formação profissional para jovens. O namorado, que tinha 17 anos, recebeu prisão perpétua.

Segundo os advogados, Christa sofria de transtorno bipolar e estresse pós-traumático desde a infância, mas só recebeu os diagnósticos depois da condenação. Eles também afirmaram que ela havia sofrido estupros, violência sexual, abandono e traumas profundos.

A Suprema Corte já havia rejeitado, na terça-feira, um pedido para suspender a execução. Um grupo de especialistas da ONU pediu que as autoridades interrompessem a aplicação da pena e convertessem a sentença de morte.

Desde 1976, 18 mulheres foram executadas nos Estados Unidos, segundo o Centro de Informação sobre a Pena de Morte. A última foi Amber McLaughlin, executada em 2023, no Missouri. A execução de Christa seria a de número 30 no país desde o começo do ano, sendo 16 delas na Flórida.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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