Cerca de 5,8 milhões de crianças refugiadas ficaram fora da escola em 2025, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). O número representa 44% das 13,1 milhões de crianças refugiadas em idade escolar no período.
O acesso à educação foi maior entre as crianças em idade de cursar o ensino fundamental: 65% receberam atendimento educacional. Entre os adolescentes em idade de cursar o ensino médio, a taxa de matrícula foi de 32%. No ensino superior, apenas 11% estavam matriculados.
Barham Salih, ex-presidente iraquiano e alto comissário da ONU para os Refugiados, destacou que a educação oferece proteção e pode abrir oportunidades e autonomia. Ele também afirmou que a condição de deslocamento não deveria definir os limites da vida de uma criança.
Cortes no financiamento
O Acnur alertou que a redução dos recursos destinados à ajuda humanitária e ao desenvolvimento pode afetar os programas educacionais. Para a agência, essa diminuição pode reverter investimentos feitos ao longo de décadas e reduzir as oportunidades de uma geração de jovens.
Na última terça-feira (29), o órgão havia informado que cerca de 8,3 milhões de refugiados e deslocados corriam o risco de perder o acesso a uma ajuda vital por causa de cortes no financiamento.
Os recursos disponíveis do Acnur caíram de 5,2 bilhões de dólares (R$ 27,2 bilhões) para 3,9 bilhões de dólares (R$ 20,4 bilhões) entre 2024 e 2025, segundo a agência.
No fim de julho de 2026, o Acnur havia recebido 32% dos 8,5 bilhões de dólares (R$ 44,4 bilhões) necessários para o ano. Nesse período, o número de pessoas sob o mandato de proteção da agência permanecia em níveis classificados como historicamente elevados.








