São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Um em cada cinco alunos não termina o ensino médio no Brasil, diz OCDE

Relatório mostra que 20% dos estudantes deixam de estudar sem diploma até dois anos após o prazo previsto para conclusão.

Um em cada cinco alunos não termina o ensino médio no Brasil, diz OCDE

Um em cada cinco estudantes brasileiros que entrou no ensino médio não concluiu a etapa e já não estava matriculado até dois anos depois do prazo previsto para terminar os estudos. O dado aparece em um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne informações de países membros, nações em processo de adesão e integrantes do G20.

No mesmo momento da trajetória escolar, 79% dos alunos haviam concluído o ensino médio e 1% ainda frequentava a etapa sem terminar. A taxa brasileira de conclusão ficou abaixo da média de 85% registrada no conjunto analisado pela organização. Na comparação internacional, 15% deixaram o ensino médio sem diploma e sem continuar vinculados à educação.

Diferença entre países e gêneros

Os índices variam entre os sistemas educacionais. A conclusão chega a 93% na Irlanda, 91% na Colômbia e 90% no Canadá e na Eslovênia. Na Dinamarca, o percentual é de 74%.

A distância também aparece entre homens e mulheres. Considerando os países analisados, 14% dos homens abandonam o ensino médio sem qualificação até dois anos depois do prazo previsto, contra 10% das mulheres. No Brasil, 23% dos homens não concluem a etapa e deixam de estudar. Conforme a OCDE, essa é a maior taxa entre os países avaliados nesse recorte.

No país, as mulheres têm sete pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir o ensino médio do que os homens. Na educação geral, Brasil e Israel registram uma diferença de oito pontos percentuais entre os gêneros nas taxas de abandono. Na média dos países, 9% dos homens deixam essa modalidade sem concluir, diante de 7% das mulheres.

Na formação profissional, o abandono é maior para os dois grupos: 22% entre os homens e 18% entre as mulheres na média da OCDE. Essa modalidade costuma concentrar estudantes com histórico de baixo desempenho, repetência, condições socioeconômicas desfavoráveis ou menor vínculo com a escola, embora o padrão varie entre os países.

Abandono é visto como um processo

A OCDE afirma que a saída da escola geralmente não resulta de um único acontecimento. O afastamento pode se acumular ao longo do tempo e envolver fatores relacionados ao estudante, à escola e ao sistema educacional.

Baixo desempenho, faltas frequentes, perda de motivação, experiências escolares anteriores, ambiente da escola e nível de apoio oferecido aos alunos estão entre os fatores associados ao risco de abandono. A organização também cita políticas como repetência e oferta limitada de alternativas profissionais.

Para reduzir o abandono, a prevenção precisa considerar os sinais e as condições que aumentam o risco ao longo da trajetória escolar, e não apenas o momento em que o estudante deixa a escola.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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