São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Tesouro Direto registra recorde de aplicações em agosto

Programa recebeu R$ 15 bilhões em investimentos, mas resgates e vencimentos superaram as novas aplicações no mês.

Tesouro Direto registra recorde de aplicações em agosto

Os investimentos no Tesouro Direto chegaram a R$ 15 bilhões em agosto, o maior valor da série histórica do programa. Foram realizadas 1,32 milhão de operações no período.

Apesar do recorde nas aplicações, os resgates e vencimentos somaram R$ 17,22 bilhões. Com isso, a captação líquida ficou negativa em R$ 2,21 bilhões, porque o governo pagou mais aos investidores do que recebeu em novas aplicações.

O resultado foi influenciado principalmente pelos vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, de R$ 11,3 bilhões, e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, de R$ 1,5 bilhão.

Preferência dos investidores

Os títulos atrelados à taxa Selic lideraram as vendas. Tesouro Selic e Tesouro Reserva somaram R$ 7 bilhões, equivalentes a 46,9% das aplicações no mês.

Os papéis ligados à inflação responderam por R$ 5,5 bilhões, ou 36,3% do total. Já os títulos prefixados somaram R$ 2,5 bilhões, correspondentes a 16,7%.

Nas recompras antecipadas, os títulos atrelados à Selic também ficaram na frente, com R$ 3 bilhões, ou 67,4% do total. Os títulos indexados à inflação representaram pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%), enquanto os prefixados somaram R$ 423,6 milhões (9,7%).

A maior parte das vendas foi concentrada em títulos com vencimento entre um e cinco anos, que responderam por 45,2% das aplicações. Os papéis com prazo entre cinco e dez anos representaram 43,2%, e os com vencimento superior a dez anos, 11,7%.

Aplicações de até R$ 1 mil corresponderam a 55,7% das operações. O valor médio investido foi de R$ 11.366,43.

Estoque e número de investidores

O estoque do programa terminou agosto em R$ 272 bilhões, praticamente estável ante os R$ 272,3 bilhões do mês anterior. Na comparação com agosto de 2025, quando era de R$ 190,2 bilhões, houve crescimento de 43%.

Os títulos indexados à inflação formavam a maior parcela do estoque, com R$ 128 bilhões (47,1%). Em seguida estavam os títulos ligados à Selic, com R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados, com R$ 37,1 bilhões (13,6%).

O número de investidores ativos chegou a 3,83 milhões, com acréscimo de 23.962 em relação ao mês anterior e avanço de 21,7% em 12 meses. Os investidores cadastrados somaram 36,44 milhões, após a entrada de 315.217 novos participantes no mês. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,6%.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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