SALVADOR — O presidente Lula reconheceu a insatisfação da população com o custo de vida e defendeu que a recuperação da economia aumente o poder de compra, os salários e as condições de vida dos brasileiros.
Durante um comício na orla de Salvador, Lula afirmou que os primeiros dois anos e meio de seu mandato foram usados para reparar problemas herdados do governo Jair Bolsonaro. Na avaliação do presidente, essa etapa criou condições para uma fase de expansão da economia e distribuição dos resultados.
Entre os indicadores citados, Lula mencionou a menor inflação acumulada em quatro anos, o aumento da média salarial e o menor desemprego da história. Ao falar sobre os alimentos, comparou a alta de 56% durante o governo Jair Bolsonaro com o avanço de 13% na atual gestão.
Renda, consumo e educação
Lula disse que quer garantir aos brasileiros condições de consumir carne e obter reajustes salariais acima da inflação. Segundo ele, 80% das categorias tiveram aumentos reais durante seu governo.
O presidente também apresentou a reorganização econômica como base para ampliar conquistas sociais. Para Lula, o crescimento precisa chegar ao orçamento e à mesa das famílias, acompanhado de investimentos em educação.
No discurso, Lula comparou sua experiência e a do vice-presidente Geraldo Alckmin com a trajetória de Flávio Bolsonaro. Ao criticar o adversário, fez acusações de ligação com práticas criminosas, sem detalhar os episódios mencionados.
Lula afirmou ainda que recolheu mais de 500 mil armas em seu primeiro mandato e que, neste ano, foram distribuídos 213 milhões de livros didáticos. Ele contrastou essas ações com a ampliação do acesso a armas e munições durante o governo Jair Bolsonaro.
A primeira-dama Janja participou do ato e criticou a forma como uma declaração de Lula sobre exames de prevenção do câncer foi explorada pela extrema direita. Segundo Janja, a fala foi retirada de contexto.
Lula e Janja caminharam ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e dos candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner. O evento reuniu cerca de 150 mil pessoas na orla de Salvador.







