O dólar comercial fechou esta segunda-feira (21) em queda de 0,72%, cotado a R$ 5,1080. O movimento acompanhou a perda de força da moeda dos Estados Unidos no exterior e a redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
No mercado comercial, o dólar terminou o dia com preço de compra de R$ 5,108 e de venda de R$ 5,109. Com o resultado, passou a acumular desvalorização de 6,94% no ano. Às 17h03, o contrato futuro para outubro, o mais negociado na B3, recuava 0,79%, aos R$ 5,1170.
A moeda americana também perdeu espaço diante do peso chileno, do sol peruano e do rand sul-africano. A queda dos rendimentos dos Treasuries pode diminuir a atratividade de ativos denominados em dólar e favorecer outros mercados, embora o comportamento das moedas dependa de fatores internos e externos.
No Brasil, o Banco Central vendeu 50 mil contratos de swap cambial para fazer a rolagem do vencimento de 1º de outubro.
A agenda doméstica incluiu a 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026. No cenário estimulado de primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 37%. Augusto Cury registra 6%, Ronaldo Caiado, 5%, Renan Santos, 3%, e Romeu Zema, 1%.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os resultados são de 46% e 45%, respectivamente. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que configura empate técnico.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2.006 eleitores, entre 18 e 20 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95%, considera pessoas com 16 anos ou mais nas 27 unidades da Federação e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00485/2026.
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou alta na projeção do IPCA de 2026, de 4,90% para 4,92%. A estimativa para 2027 ficou em 4,30%. Para 2028 e 2029, as previsões permaneceram em 3,80% e 3,50%. Já a projeção suavizada para a inflação nos 12 meses seguintes caiu de 4,65% para 4,62%.
Nos Estados Unidos, Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, afirmou que apoia novos cortes de juros apenas se houver evidências de que a inflação está avançando em direção à meta de 2%. Ele disse que o desafio atual do banco central americano está mais relacionado à inflação do que ao mercado de trabalho.
O cenário internacional também segue sob influência das tensões geopolíticas. A Assembleia Geral das Nações Unidas reúne líderes nesta semana para discutir conflitos armados, disputas comerciais, mudanças climáticas, inflação, inteligência artificial e a desaceleração da economia mundial. Entre os conflitos citados estão os do Irã, de Gaza, da Ucrânia, do Sudão, do Congo e de Mianmar.








