O deputado federal Carlos Zarattini (PT) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a apuração de possíveis crimes eleitorais atribuídos ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A representação trata de um ato realizado na abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, no interior paulista.
Segundo o documento, os dois participaram de uma cerimônia conjunta que teria apresentado sinais de pré-campanha para a eleição presidencial de 2026. O evento ocorreu em uma área institucional do governo de São Paulo, com palco oficial, identidade visual do Estado e transmissão por canal público.
O que foi questionado
A representação sustenta que as falas tiveram conteúdo eleitoral mesmo sem um pedido direto de voto. No documento, Zarattini menciona declarações nas quais Tarcísio teria chamado Flávio Bolsonaro de “nosso pré-candidato a presidente da República” e “nosso próximo presidente”.
Ainda conforme o pedido, Flávio afirmou que a população deverá escolher em breve o futuro do país. Para o deputado, a fala pode influenciar eleitores antes do período autorizado pela legislação.
O documento aponta duas possíveis irregularidades. Uma delas seria a realização de propaganda eleitoral antecipada, por ocorrer antes do prazo permitido. A outra envolve o uso de recursos e estruturas do governo estadual para promoção política, prática proibida quando há finalidade eleitoral.
“A lei eleitoral estabelece limites claros”, afirmou Zarattini. Ele defendeu que os envolvidos sejam responsabilizados se as suspeitas forem confirmadas.
A PGR ainda deverá avaliar a representação e decidir se abrirá um procedimento para investigar os fatos.






