São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Viagem de Flávio Bolsonaro à África reuniu investigados no caso do INSS

Registros de um safári foram encontrados pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha, apreendido na Operação Sem Desconto.

Flávio Bolsonaro fez safári na África com investigados no escândalo do INSS

Uma viagem de Flávio Bolsonaro à África do Sul, em março de 2025, reuniu o senador Weverton Rocha, o advogado Willer Tomaz e o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos. Os três aparecem com Flávio em registros de um safári compartilhados em um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”.

O material foi obtido pela Polícia Federal no celular de Weverton, apreendido durante a Operação Sem Desconto. A viagem ocorreu cerca de um mês antes de o caso dos descontos irregulares em benefícios do INSS ganhar repercussão pública, em abril de 2025.

Weverton Rocha e Willer Tomaz passaram a aparecer nas investigações relacionadas às suspeitas de fraudes no INSS. Willer é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada ao senador.

Weverton também teve o nome incluído em uma investigação do Ministério Público Federal sobre o chamado orçamento secreto no Maranhão. Como tem mandato de senador e foro por prerrogativa de função, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal em 2024.

A relação entre Flávio e Willer já havia aparecido durante a CPI da Covid. O advogado foi citado em discussões sobre suspeitas envolvendo a negociação da vacina indiana Covaxin e recebeu defesa pública do então senador.

Empresário foi citado em investigação da CPI da Covid

Carlos Alberto de Sá, o Carlinhos, era ligado à VTCLog, empresa de logística que mantinha contratos com o Ministério da Saúde. O relatório final da CPI da Covid, concluído em 2021, pediu seu indiciamento por corrupção ativa e improbidade administrativa.

A comissão apontou suspeitas de oferta de vantagens a um integrante do Ministério da Saúde para alterar um contrato de distribuição de insumos, incluindo vacinas. O relatório também indicou possíveis irregularidades estimadas em R$ 17 milhões.

A CPI analisou ainda saques em dinheiro feitos por um funcionário da VTCLog. Conforme o relatório, foram retirados R$ 4,7 milhões em espécie desde 2018, e parte do valor teria sido usada para pagar boletos pessoais de Roberto Ferreira Dias, então diretor de Logística do Ministério da Saúde.

A comissão também examinou o chamado “jogo de planilha”, prática em que uma empresa oferece descontos em uma licitação e depois solicita aditivos elevados ao contrato.

Participantes afirmam que viagem foi privada

Carlos Alberto de Sá disse que foi convidado por Willer Tomaz e que pagou as próprias despesas. Weverton afirmou que as viagens com Willer, seu amigo e compadre, são privadas. O advogado declarou ter amizade pessoal com Flávio e disse que pagou as despesas das viagens com recursos próprios.

Flávio Bolsonaro não respondeu aos questionamentos sobre a viagem à África do Sul e sua relação com os demais integrantes do grupo.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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