São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

UE nega que parceria com Canadá seja uma aliança contra os EUA

Comissão Europeia diz que proposta de associação com o Canadá não tem como alvo os Estados Unidos após ameaça de Trump.

UE nega que parceria com Canadá seja uma aliança contra os EUA

A União Europeia afirmou nesta quinta-feira (17) que a proposta para aproximar o Canadá do bloco não representa uma aliança contra os Estados Unidos. A declaração ocorreu depois de o presidente Donald Trump ameaçar impor tarifas e interromper as relações comerciais com a UE.

Olof Gill, porta-voz de Comércio da Comissão Europeia, disse que a iniciativa busca reforçar a parceria com o governo canadense. “A proposta para reforçar nossa parceria com o Canadá não é direcionada contra ninguém”, declarou.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou a ideia na quarta-feira (16), durante um período de distanciamento entre Bruxelas, Ottawa e Washington. Estados Unidos, Canadá e União Europeia mantêm relações tradicionais, mas Trump reagiu ao convite feito ao Canadá.

Na noite de quarta-feira (16), o presidente republicano classificou a proposta como um “ato hostil” e ameaçou estabelecer “tarifas muito sérias” ou romper as relações comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Proposta de participação

O convite foi feito durante a visita do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, à sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Ele fará um discurso nesta quinta-feira (17).

Além do possível vínculo como membro associado, Von der Leyen propôs que o Canadá participe do futuro Conselho Europeu de Segurança. A estrutura também reuniria o Reino Unido e a Noruega.

O status de membro associado ainda não tem definição jurídica nos tratados da União Europeia. A Alemanha já sugeriu essa possibilidade para a Ucrânia. Nesse modelo, o país poderia participar de reuniões e cúpulas europeias, mas sem direito a voto.

A proposta para o Canadá, portanto, foi apresentada como uma forma de ampliar a cooperação com o bloco. A Comissão Europeia rejeitou a interpretação de que a medida tenha sido criada para confrontar os Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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