São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Robson Calixto foi condenado por organização criminosa e intermediou emenda

Conhecido como Peixe, ex-assessor dos irmãos Brazão pediu R$ 199.999,79 ao gabinete de Flávio Bolsonaro em 2023.

Quem é Robson Calixto, o miliciano que cobrou emenda de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 9 anos de prisão por organização criminosa armada. Ex-assessor de Domingos Brazão, ele foi apontado como interlocutor dos irmãos Brazão no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.

O nome de Calixto também apareceu em uma negociação de emenda parlamentar com o gabinete do senador Flávio Bolsonaro. Entre outubro e novembro de 2023, ele pediu a destinação de R$ 199.999,79 para um projeto esportivo de futebol infantil ligado à entidade Ifop, na Taquara, Zona Oeste do Rio.

Atuação no caso Marielle

Calixto era ex-policial militar e atuava como assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). As investigações da Polícia Federal o apontaram como um dos principais interlocutores dos irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes do crime.

Segundo a delação premiada de Ronnie Lessa, Calixto apresentou os mandantes a ele e providenciou a submetralhadora HK MP5 usada no assassinato. A Procuradoria-Geral da República afirmou que Peixe era homem de confiança dos Brazão, transmitia ordens e ajudava a garantir a lealdade de integrantes do grupo criminoso.

Por essa atuação, ele foi denunciado e condenado pelo STF por integrar uma organização criminosa armada liderada pelos irmãos Brazão.

Pedido de emenda

Durante a investigação do caso, Calixto entrou em contato com Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado Federal. No celular apreendido pela Polícia Federal, o contato da assessora estava salvo como Fafá Flávio Bolsonaro.

O dinheiro foi destinado ao projeto esportivo ligado ao Ifop, na Taquara, área de influência de milícias. Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que a emenda foi executada dentro da legalidade. Segundo a defesa, a entidade apresentou notas fiscais dos materiais comprados e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela aplicação dos recursos, afirmou, era da entidade beneficiária, e não do parlamentar.

Emendas parlamentares permitem que senadores e deputados federais indiquem recursos do orçamento da União para projetos e obras em suas bases eleitorais. A verba pode ser destinada a áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e cultura.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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