São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Renan Santos defende mudanças no STF e afastamento de ministros

Candidato do Missão propõe limitar poderes do Supremo, acabar com decisões monocráticas e criar filtro para processos.

Em meio à crise, Renan retoma proposta de reforma que limite poderes do STF
Foto: Divulgação/Campanha Renan Santos

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, voltou a defender mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) e reafirmou, nesta quinta-feira (17), a proposta de afastar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan quer retirar do STF a possibilidade de julgar deputados e senadores. Ele também propõe o fim das decisões monocráticas e a criação de um filtro para os processos apresentados à Corte. Na avaliação dele, as medidas ajudariam o Tribunal a se concentrar em casos concretos.

O candidato ainda defendeu o fim da prerrogativa que permite a existência de escritórios de advocacia ligados a familiares de integrantes do Supremo. Ele classificou essa possibilidade como “absurdo”. Para Renan, o enxugamento do Judiciário reduziria a interferência de entidades privadas e públicas sobre a Corte.

“Isso vai retirar boa parte do poder do STF de fazer negócios e ter poder sobre os demais Poderes”, afirmou a repórteres durante agenda em Chapecó, em Santa Catarina. Segundo ele, o Supremo deveria ficar restrito à função de corte constitucional.

As críticas ocorrem em meio ao aumento dos questionamentos sobre a atuação dos ministros, depois da crise institucional dos últimos dias. O cenário inclui acusações contra Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Mendonça enviou um pedido de investigação contra Moraes por relações com Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. A própria conduta de Moraes durante a apuração também foi questionada no Tribunal.

Questionado sobre a possibilidade de ministros votarem em processos que envolvam a própria condenação, Renan chamou a situação de “caso muito bizarro”. Para ele, os integrantes do STF não estão acima da lei e a participação nesses julgamentos afeta a situação institucional do país.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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