RECIFE — O Exercício Guardião Cibernético 2026 terá um de seus hubs na capital pernambucana. A programação começa nesta segunda-feira (21) e termina na sexta-feira (25), com a participação de cerca de 350 organizações de diferentes setores.
Coordenada pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, com sede em Brasília, a iniciativa simula cenários de ataques cibernéticos. A proposta é aprimorar a prevenção, a resposta e a coordenação diante de ameaças digitais, além de ampliar a resiliência cibernética nacional.
Os outros hubs ficam em Manaus, Belém, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. No Recife, o CESAR será responsável pelo hub da área sob responsabilidade do Comando Militar do Nordeste (CMNE).
Simulações e treinamentos
O exercício reúne Forças Armadas, órgãos públicos, empresas, instituições de ensino e pesquisa e outros grupos envolvidos na proteção de infraestruturas críticas do país. Entre os setores participantes estão energia, água, telecomunicações, finanças, comércio e serviços.
A programação inclui simulações de gestão de crise para lideranças e treinamentos técnicos destinados às equipes operacionais. Com isso, serão testados processos de tomada de decisão, comunicação e resposta a incidentes cibernéticos em situações de alta complexidade.
No CESAR, o hub contará com a atuação do CISSA (Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética), voltado à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação em segurança digital. O centro trabalha com pesquisa, formação e capacitação de talentos, aceleração de startups e conexão entre empresas, governo e instituições de ensino e pesquisa.
As pesquisas abrangem gestão de identidade e acesso, proteção e privacidade de dados, inteligência de ameaças cibernéticas e aspectos legais, éticos e comportamentais da segurança digital. O CISSA também mantém parcerias com o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
Para Georgia Barbosa, gerente executiva do CISSA, a iniciativa amplia a colaboração entre diferentes órgãos e setores. “Participar dessa iniciativa significa colocar conhecimento e inovação a serviço de desafios concretos de cibersegurança”, afirmou.








