São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Pai de Daniel Vorcaro pede ao STF revogação da prisão preventiva

Henrique Moura Vorcaro alegou problemas de saúde, afirmou ser inocente e tentou se afastar dos negócios atribuídos ao filho.

Pai de Daniel Vorcaro pede ao STF revogação da prisão preventiva

Henrique Moura Vorcaro, fundador do Grupo Multipar e pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação da prisão preventiva. O empresário está preso desde maio deste ano por determinação do ministro, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master e atividades ligadas ao então dono da instituição.

O pedido foi enviado na última segunda-feira (21). Na carta, Henrique Vorcaro afirma ser inocente e diz que precisa deixar a prisão também por causa de seu estado de saúde. Ele relata dores na cabeça e na nuca, picos de pressão e dores abdominais atribuídas a uma crise de diverticulite.

“Sou idoso. Minha saúde está tão debilitada”, escreveu o empresário. Ele também disse usar analgésico e antibiótico enquanto está preso e afirmou que o número de detentos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG), dificulta o atendimento médico.

Distanciamento do filho

Henrique Vorcaro tentou se desvincular das atividades que levaram Daniel Vorcaro à prisão. Na carta, afirmou que o filho não tratava com ele de assuntos relacionados ao banco ou aos negócios e que, em algumas situações, o rejeitava.

O empresário também fez um apelo religioso a André Mendonça. Disse que ficou tranquilo quando foi preso porque esperava que o ministro, como relator, reconhecesse o que chamou de injustiça. Na nomeação de Mendonça, o ex-presidente Jair Bolsonaro o classificou como “terrivelmente evangélico”.

O pedido foi estendido aos demais ministros do STF. Henrique Vorcaro relacionou a manutenção da prisão a uma suposta perseguição e afirmou ter o direito constitucional de responder ao processo em liberdade. Ao final, classificou a decisão de Mendonça como um erro total.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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