São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Polícia cumpre 56 mandados contra suspeitos de desviar armas para facções

Operação Mercador investiga comércio ilegal de armamentos, fraude em registros de CAC e lavagem de dinheiro; quatro pessoas foram presas.

Polícia cumpre 56 mandados contra suspeitos de desviar armas para facções

A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira (28) uma operação contra um grupo suspeito de desviar armas e munições para organizações criminosas. A Operação Mercador cumpre 56 mandados de prisão e de busca e apreensão. Até o momento, quatro pessoas foram presas.

A ação investiga comércio ilegal de armamentos, falsificação de documentos, fraudes na obtenção de registros de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC) e lavagem de dinheiro. No Rio de Janeiro, os agentes atuam na Barra da Tijuca, em Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti.

De acordo com a polícia, os suspeitos usavam documentos falsos, laudos psicológicos fraudulentos, comprovantes de residência e vínculos de trabalho fictícios para conseguir registros que permitissem a compra de armas e munições. O grupo também contaria com intermediários envolvidos nos procedimentos para obtenção dos Certificados de Registro (CR) de CAC.

Armas e dinheiro

Depois da aquisição formal, os armamentos eram desviados para o mercado clandestino e chegavam a integrantes de organizações criminosas. O inquérito identificou armas obtidas pelo esquema com criminosos do Bonde do Maluco (BDM) e do Comando Vermelho (CV). Entre os materiais estão fuzis, carabinas e pistolas de diferentes calibres.

A investigação também apontou uma estrutura para movimentar os valores obtidos com a venda das armas. Segundo a polícia, empresas ligadas aos alvos tinham características incompatíveis com as atividades declaradas, além de alterações societárias e movimentações financeiras consideradas atípicas. Relatórios financeiros analisados pelos agentes indicaram movimentações superiores a R$ 100 milhões.

Um dos principais alvos tem endereço cadastrado em um condomínio residencial na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A polícia afirma que ele é apontado como um dos principais articuladores da organização, com atuação no comando e na coordenação do esquema.

A organização também teria atuação interestadual, com ramificações identificadas na Bahia, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Rio Grande do Sul. A operação reúne policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e da Polícia Civil da Bahia.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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