A McLaren vai deixar de terceirizar seus motores para a Ricardo e passar a desenvolver e fabricar internamente suas unidades de potência. A mudança faz parte de um plano que também prevê um SUV de alto desempenho até 2030 e novos conjuntos híbridos para a linha da marca.
A fabricante já trabalha em dois motores e transmissões com arquitetura híbrida. O investimento anunciado para viabilizar essa transformação é de 500 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 3,5 bilhões. O dinheiro será usado na expansão das operações no Reino Unido, com uma nova linha de montagem separada da sede atual, em Woking.
Novo SUV e expansão da produção
O utilitário esportivo será desenvolvido para disputar espaço com Ferrari Purosangue, Aston Martin DBX e Lamborghini Urus. A previsão é que o projeto gere pelo menos 1.000 empregos diretos até 2032.
A decisão representa uma mudança na estratégia da McLaren. Durante a última década, executivos da empresa diziam que um SUV não combinaria com a tradição de superesportivos da fabricante. A pressão comercial, porém, aumentou diante do baixo volume de produção.
Em 2025, a McLaren produziu cerca de 2.000 carros no total. A Ferrari monta até 3.000 unidades do Purosangue por ano, enquanto o Urus, da Lamborghini, vende sozinho mais do que o dobro desse volume.
Estrutura de fibra de carbono em estudo
O novo modelo pode seguir a mesma lógica de construção usada nos esportivos da marca. Michael Straughan, chefe de operações, afirmou à revista britânica Autocar que o SUV talvez use uma estrutura baseada em uma banheira de fibra de carbono.
A solução seria diferente da adotada pelos rivais, que utilizam alumínio, e poderia ajudar a controlar a massa de um veículo mais alto e pesado. O projeto está sob a gestão de Michael Leiters, CEO da McLaren, que tem experiência no desenvolvimento do Porsche Cayenne e do Ferrari Purosangue.
Além do SUV, a nova arquitetura pode servir de base para futuros carros da fabricante com motor dianteiro e tração integral.







