São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Expedição brasileira vai mapear formação submarina no Atlântico

Equipe partirá de Fortaleza para estudar a Zona de Fratura Romanche, coletar amostras e investigar comunidades em águas profundas.

Expedição brasileira vai mapear formação submarina no Atlântico

Uma expedição científica brasileira partirá neste domingo, 20, de Fortaleza (CE), para mapear e explorar a Zona de Fratura Romanche, formação submarina de aproximadamente 1 mil quilômetros de extensão entre a costa Nordeste do Brasil e o oeste do continente africano.

Batizada de The Gap, a iniciativa será realizada a bordo do navio de pesquisa Falkor (too), com o uso de um rover e de um submarino autônomo. Os equipamentos vão mapear duas áreas e coletar amostras de rochas e de vida marinha em profundidades de até 4mil e 500 metros.

O que será investigado

A equipe vai estudar uma região onde ocorre a ressurgência equatorial, fenômeno em que águas mais frias e ricas em nutrientes sobem para a superfície. Esse processo, provocado principalmente pelos ventos alísios, aumenta a quantidade de animais microscópicos, que formam a base da cadeia alimentar marinha.

O professor José Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), lidera a expedição. Segundo ele, o grupo pretende relacionar a ressurgência às comunidades profundas, além de analisar as correntes e o formato dos habitats no fundo do oceano.

A pesquisa também observará possíveis impactos das mudanças climáticas. Alterações nos ventos da região podem influenciar toda a cadeia marinha. A acidificação dos oceanos é outro ponto de atenção, por ameaçar reservatórios de vida como os recifes de corais.

O primeiro trabalho será feito com uma sonda acústica do navio, durante cerca de dois dias. A equipe deve chegar à área por volta de 25 de setembro. Depois, usará o SuBastian, robô operado remotamente capaz de mergulhar até 4,5 mil metros, para descer aos paredões e recolher amostras.

O equipamento será pilotado por cabo a partir do navio, e a operação terá transmissão ao vivo com narração pelo canal do Schmidt Ocean Institute. Nas áreas consideradas mais promissoras, um submarino autônomo fará mapas com detalhamento de centímetros. O procedimento será repetido em uma segunda área, mais próxima da costa africana.

Equipe e próximos passos

A expedição reúne 25 especialistas de cinco nacionalidades, além de estudantes, pesquisadores, professores universitários e tripulação. O grupo deve desembarcar em Gana em 26 de outubro.

A expectativa é que os primeiros resultados sejam organizados em cerca de dois anos. Para Perez, os trabalhos desenvolvidos pelos especialistas e estudantes podem gerar resultados por cerca de uma década.

O navio Falkor (Too) foi cedido pelo Schmidt Ocean Institute, instituição que apoia pesquisas sobre os oceanos. A Univali integra o Programa de Mar Profundo, do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo), e participa de expedições desse tipo desde 2009.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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