RECIFE — Pernambuco celebra nesta segunda-feira (28) o Dia Estadual dos Doutores da Alegria. A data faz parte do calendário oficial do estado desde 2012, após ser instituída pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A organização da sociedade civil sem fins lucrativos completa 23 anos de atuação no Recife e 35 anos de trabalho no Brasil. Além da capital pernambucana, mantém atividades em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Em 2025, o Programa de Palhaços em Hospitais alcançou mais de 100 mil pessoas no Recife. As ações são conduzidas por artistas profissionais especializados em palhaçaria, contratados pela organização. Eles recebem treinamento e acompanhamento artístico contínuo e não atuam como voluntários.
“Recife é a casa dos Doutores da Alegria no Nordeste”, afirmou Arilson Lopes, coordenador artístico da unidade Recife. Segundo ele, a experiência acumulada mostra a importância da humanização e da arte no ambiente hospitalar, além de incentivar a brincadeira e o universo lúdico.
Uma avaliação do Instituto Fonte apontou que 96% dos profissionais de saúde dos hospitais atendidos disseram que as crianças ficam mais à vontade durante a permanência no ambiente hospitalar. O levantamento também registrou que 85% identificaram evidências clínicas de melhora.
No Hospital da Restauração, no Derby, o cirurgião plástico Marcos Barretto, do Centro de Tratamento de Queimados, relatou a contribuição dos palhaços para a rotina dos pacientes. “Os Doutores da Alegria fazem uma diferença grande na recuperação dos pacientes”, disse.
Formação e financiamento
A unidade do Recife também promove atividades de formação e projetos culturais. Entre eles estão o livro “Coletânea Conta Causos – Volume 1”, com 13 histórias inspiradas em situações vividas nos hospitais, além de espetáculos e cursos de palhaçaria.
Entre maio e novembro de 2024, o Curso Livre de Palhaçarias para Jovens reuniu 25 participantes em uma formação com 14 disciplinas. A organização também faz intervenções em empresas.
O atendimento nos hospitais é gratuito para as instituições de saúde. A manutenção das atividades, o treinamento dos artistas e a expansão dos projetos são financiados por doações de pessoas físicas e empresas e por recursos de leis de incentivo fiscal. As contribuições podem ser feitas pelo site do projeto.








