Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) fizeram críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante o debate presidencial promovido pelo G4, em parceria com o portal Metrópoles e o podcast Inteligência Ltda. O encontro também teve questionamentos sobre o reajuste do Bolsa Família e a ausência de candidatos.
Zema afirmou que o STF deixou de cumprir o papel esperado e passou a funcionar como um “balcão de negócios”. O candidato citou conversas, viagens e negócios atribuídos a um ministro com Daniel Vorcaro. Também disse que tem atuado contra o que chamou de “intocáveis”.
O candidato do Novo criticou ainda o reajuste do Bolsa Família, classificado por ele como uma medida populista. Para o Judiciário, defendeu grandes reformas e o afastamento de juízes e magistrados envolvidos em corrupção.
Cury afirmou que acontecimentos recentes no STF pareceram um teatro e mencionou o pedido de vista feito por Flávio Dino. Segundo ele, a medida deixou novamente problemas do país sem solução. O candidato defendeu uma reforma no Judiciário, mandato de oito anos para ministros do STF e investigação de ministros corruptos.
Ao falar sobre o Senado, Zema responsabilizou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não permitir a votação do impeachment de ministros do Supremo. Ele também relacionou Alcolumbre ao Banco Master.
Samara Martins (Unidade Popular) abriu sua participação defendendo o fim da escala 6×1, aumento de 100% do salário mínimo e enfrentamento aos ricos. A candidata também mencionou a suspensão do pagamento da dívida pública e, até aquele momento, não havia comentado o STF.
Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) não participaram do debate.







