CARACAS — Claudia Macero, responsável pela comunicação do partido Vente, retornou à Venezuela na noite de domingo (27), depois de passar mais de um ano no exílio. A colaboradora de María Corina Machado desembarcou no aeroporto de Maiquetía, na região de Caracas, onde foi recebida por centenas de seguidores.
O retorno ocorre em meio à expectativa de que María Corina Machado também volte ao país. A dirigente afirmou no sábado, durante um fórum virtual sobre democracia, que pretende retornar “muito em breve”. Ela saiu da clandestinidade em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega e, depois de uma breve passagem pelos Estados Unidos, seguiu para a Cidade do Panamá.
Macero disse que voltou para dar confiança a outros opositores e a uma equipe que trabalha pelo retorno da líder. “É o momento de voltar para casa”, declarou. Ela também afirmou que precisa conversar com seus advogados para entender os próximos passos.
Grupo deixou embaixada após operação
Claudia Macero, 34 anos, fazia parte de um grupo de seis colaboradores de María Corina Machado que se refugiaram na embaixada da Argentina em Caracas em março de 2024. O grupo permaneceu mais de um ano na representação diplomática, durante um período de repressão anterior às eleições presidenciais de 2024.
Os opositores tinham ordens de detenção da Procuradoria, que os acusava de tentar gerar desestabilização e incentivar uma insurreição de uma ala militar. Em maio de 2025, eles deixaram a sede diplomática e chegaram de surpresa aos Estados Unidos, após uma operação que Washington afirmou ter conduzido, sem divulgar detalhes.
Macero contou que saiu da embaixada antes dos demais integrantes. Na área de imigração do aeroporto, disse, não foi questionada. Seguidores cantaram o hino nacional enquanto ela abraçava amigos e familiares.
Durante o domingo, apoiadores de María Corina Machado fizeram mobilizações em várias regiões da Venezuela para pedir um retorno seguro da principal líder opositora. Caravanas reuniram centenas de pessoas em vários estados após uma convocação do partido. No mesmo dia, a legenda denunciou a prisão do líder regional Fernando Torrealba pela Guarda Nacional, no estado de Zulia.








