São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Augusto Cury defende reajuste maior para o Bolsa Família e manutenção do benefício

Candidato disse que o aumento deveria ser de 30% ou mais e prometeu manter o pagamento após emprego formal ou abertura de MEI.

Em SP, Augusto Cury diz que reajuste do Bolsa Família deveria ser de ’30% ou mais’

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou neste sábado (19) que o reajuste do Bolsa Família deveria ser de 30% ou mais, além de ter sido concedido no início do ano. O aumento anunciado pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi de 15%.

Durante uma agenda no Ceagesp, na zona oeste da cidade de São Paulo, Cury prometeu manter o benefício para quem conseguir emprego com carteira assinada ou se formalizar como microempreendedor individual, caso seja eleito.

O decreto assinado por Lula na quinta-feira (17) considera a inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. A partir de 1º de outubro, o valor mínimo pago às famílias passará de R$ 600 para R$ 691.

Críticas ao momento do reajuste

Cury disse que o anúncio ocorreu em um momento que indicaria uso eleitoral do programa. “Nós não podemos usar as dores das pessoas para ganhar voto”, afirmou.

O candidato declarou que considera o Bolsa Família importante e que não pretende acabar com ele. Pela proposta apresentada ao TSE, quem assinar a carteira de trabalho não perderia o benefício. Pessoas que abrirem uma MEI continuariam recebendo durante um período de adaptação.

As regras atuais já permitem que famílias com renda formal, por carteira assinada ou como MEI, recebam metade do benefício por um período determinado. Para isso, a renda por pessoa precisa ficar dentro do limite de meio salário mínimo. Cury não explicou como sua proposta seria diferente desse mecanismo.

O candidato também afirmou que dividiria o BNDES na primeira semana de governo. A ideia seria destinar metade dos recursos a micro e pequenas empresas, com juros de 4% a 6% ao ano. Segundo Cury, a medida permitiria que beneficiários do Bolsa Família, moradores de comunidades e alunos de escolas públicas abrissem os próprios negócios.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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